Everson Boeck
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É praticamente impossível falar em Santa Cruz do Sul sem falar sobre desenvolvimento. A economia do município tem sua maior movimentação oriunda do cultivo do tabaco, no entanto, outros setores da indústria estão crescendo nos últimos anos e também contribuindo para a expansão e fortalecimento da economia local. Esta área, aliada a comércio e serviços, por exemplo, proporciona a criação de muitos empregos efetivos e temporários, o que garante a manutenção de diversos núcleos familiares.
Além das 18 empresas ligadas à cultura do fumo, a cidade possui outros ramos sólidos, como o comércio e a indústria que, além de movimentar a economia, geram emprego e renda para a população local e regional. Os santa-cruzenses e os turistas que visitam o município contam com uma diversidade de lojas e produtos para realizar compras, principalmente em datas festivas. Segundo a revista Santa Cruz em Números 2013, lançada anualmente pelo Riovale Jornal, na indústria, os estabelecimentos que mais lideram são os artigos de vestuário, seguido pelas padarias. Até agosto de 2013 havia 579 empresas no ramo da indústria e 3.938 no ramo do comércio.
A produção agrícola de Santa Cruz do Sul também tem crescido significativamente. É diversificada em plantações de arroz, batata doce, hortaliças, fruticulturas, mandioca, soja e outros. São 4.365 propriedades, 7.146 produtores e uma média de 12,7 hectares de terras. Na produção pecuária, destaque para a avicultura e suinocultura.
Na área de turismo e lazer, a cidade possui variados pontos, rotas e roteiros turísticos e praças, sem contar nos eventos culturais e artísticos que anualmente acontecem no segmento de lazer. Santa Cruz possui 22 pontos turísticos além da Rota Germânica do Rio Pardinho e do Roteiro Caminhos da Imigração. A Oktoberfest – a segunda maior festa germânica do Brasil, a primeira é em Blumenau, em Santa Catarina – é palco de muitas comemorações que resgatam as tradições germânicas há 30 anos. Sempre recebe turistas de diversas partes do Brasil e até do exterior.
Arquivo/RJ
Distrito Industrial: além do tabaco, o setor da indústria é um dos vetores
mais importantes da economia local
Um polo no estado
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Ciência e Tecnologia, Cesar Antônio Cechinato, ressalta que a privilegiada posição geográfica do município está atraindo investidores para a cidade. “Pelas nossas condições geográficas, por estarmos no centro do Estado, e estarmos bem servidos de rodovias, empresas que têm a necessidade de atingir todo o estado têm vindo para cá”, frisa. Segundo Cechinato, recentemente a distribuidora GAM anunciou instalação em Santa Cruz, além de dois grandes investimentos, um o shopping proveniente de uma parceria entre a Real Empreendimentos S/A (empresa do Grupo Josapar), SVB Par e Phorbis Empreendimentos Imobiliários, e outro é o München Open Mall e München Residence, pela Cigha Construtora. “Esses investimentos reforçam a tendência mundial do crescimento do comércio e prestação de serviços e colocam o município como um dos grandes polos no estado”, sinaliza.
Além disso, o secretário lembra outros dois grandes vetores do crescimento local: a área da saúde e da educação. “Os dois principais hospitais que temos, Ana Nery e Santa Cruz, são referência para muitos municípios da região e ambos têm feito investimentos significativos em suas estruturas para prestarem um serviço cada vez melhor. Temos ainda, a Unisc e a Faculdade Dom Alberto, que têm um importante papel na formação dos nossos profissionais e, sem dúvida, nossa realidade seria outra sem essas duas instituições”, ilustra.
Caminhando na contramão
O estado e o país caminham para uma aparente crise econômica e este fato tem assustado empresários e profissionais ligados ao assunto. No entanto, Santa Cruz do Sul apresenta um cenário diferente e vive um momento de ascensão. Neste ponto Cechinato explica: “Enquanto o País, assim como muitos outros, estão em um momento de desaceleração do crescimento, nós estamos na contramão do que vem acontecendo. Ocorre que nosso principal segmento econômico – o setor de beneficiamento e fumageiro – está estabilizado e mantendo os níveis de empregabilidade e suas demais operações dos dois anos anteriores. Algumas grandes empresas que não do tabaco aumentaram o número de funcionários e estão aumentando seu desempenho, sem falar nesses novos empreendimentos que estão vindo por aí, os quais vão gerar novos empregos e renda. É um conjunto de fatores que estão dando certo e nos colocando em uma posição confortável”, exemplifica.
Arquivo/RJ
Cechinato: economia local se fortalecendo














