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Vigilantes fecham dissídio e comemoram reajuste

O Sindicato dos Vigilantes de Santa Cruz do Sul fechou há poucos dias o dissídio coletivo da categoria. De acordo com o presidente da entidade, Paulo Lara, este ano, a discussão, novamente, foi difícil, mas não intimidou os trabalhadores, que conseguiram garantir conquistas. Com o término das negociações, o piso dos vigilantes, a partir de fevereiro, mês da data-base, sofreu um reajuste de 7,16%. Agora é de R$ 1.200,00 mais 30% de periculosidade. Os demais salários (dos auxiliares) tiveram um aumento de 8,33%. O vale alimentação passou a ser R$ 15,70 por dia trabalhado.
Segundo o líder sindical, a grande vitória nesta campanha salarial foi a inclusão de uma cláusula intitulada “troca de uniforme”. “Cada trabalhador vai passar a ganhar cinco minutos antes e cinco depois da jornada de trabalho”, explicou. Em números, a inserção desse artigo representa 1,90% de aumento real sobre o básico. No salário do vigilante que tem jornada de 12×36, o reajuste totaliza, portanto, 9,06%. Já no salário do vigilante de banco que atua de segunda a sexta-feira, o índice acumulado é de 9,82%.
A avaliação do presidente em relação ao desfecho dos debates foi positiva. “Nós sabemos o quanto a vida do trabalhador está a cada dia mais complicada, com todas estas elevações, mas não desistimos e saímos vitoriosos. São raras as categorias que têm chegado a estes índices”.