Início Economia Tomate puxa para baixo o valor da Cesta Básica em Santa Cruz

Tomate puxa para baixo o valor da Cesta Básica em Santa Cruz

A variação do custo da Cesta Básica Nacional em Santa Cruz do Sul foi de –5,48% no período de 4 de janeiro a 1º de março de 2016, passando de R$ 351,16 para R$ 331,91. Dos 13 produtos pesquisados, somente dois apresentaram redução de preço e onze apresentaram elevação de preço.

A maior contribuição para esta redução do custo da Cesta Básica Nacional foi do Tomate (contribuição de –7,49%), encontrado em oferta em dois estabelecimentos, seguido pela Batata Inglesa (contribuição de –0,77%). Os produtos que contribuíram para segurar esta redução do custo da Cesta Básica foram o Feijão Preto (contribuição de 0,95%) e o Pão Francês (contribuição de 0,66%).

Preço do tomate sofreu queda de 7,49% em um mês

Com este custo para a Cesta Nacional, um trabalhador de Santa Cruz do Sul que recebe no início deste mês o salário mínimo, precisaria ter trabalhado 82,979 horas para adquirir o conjunto de 13 produtos.

A partir dos gastos com alimentação é possível estimar o salário mínimo necessário para o atendimento das necessidades básicas do trabalhador e de sua família. Seguindo a mesma metodologia utilizada pelo Dieese, o valor do salário mínimo em Santa Cruz do Sul para o mês de fevereiro de 2016, pago no início do mês de março, deveria ter sido de R$ 2.767,50 para uma família composta por dois adultos e duas crianças.

A Cesta Básica Nacional relaciona um conjunto de alimentos que seria suficiente para o sustento e bem-estar de um trabalhador adulto ao longo de um mês, tomando como base o Decreto Lei nº. 399, de 30 de abril de 1938, que regulamenta a Lei nº. 185 de 14 de janeiro de 1936 – da instituição do salário mínimo no Brasil. Este decreto estabelece que o salário mínimo é a remuneração devida ao trabalhador adulto, sem distinção de sexo, por dia normal de serviço, capaz de satisfazer, em determinada época e região do país, às suas necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte.

(Fonte: Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas/Unisc)