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Greve dos bancários continua

Após o feriado prolongado, na última terça-feira, 13, a greve dos bancários seguiu forte, sendo que já no oitavo dia da greve nacional, somaram-se 26 estados e o Distrito Federal, e destes um total de 11.437 agências paralisadas, isto é, um percentual de 83% a mais que no primeiro dia de adesão, 6 de outubro. Na área de abrangência do SindBancários (Porto Alegre e 14 municípios da Região Metropolitana), 408 agências ficaram paralisadas, totalizando 1.012 em todo o Estado.
Além disso, na tarde da terça-feira (13), por meio de assembleia, os bancários decidiram intensificar a mobilização para ampliar a participação na luta por melhores condições de trabalho. Por isso, durante a tarde de quarta-feira (14), a proposta era chamar a participação dos demais. “Voltamos do Feriadão e de uma semana de muita chuva com a greve em crescimento. Continuamos ampliando a greve em bancos públicos e privados. Os bancos estão sentindo de fato a nossa greve. Por isso é importante participar. As atividades de rua são importantes para que possamos dialogar com a população e demonstrar o quanto estão nos oferecendo”, disse o presidente do SindBancários, Everton Gimenis.
A greve é por tempo indeterminado e atinge locais de trabalho em todos os Estados e no Distrito Federal. Além disso, nenhum contato foi feito pela Fenaban desde o início da greve. Entretanto, em nota divulgada na ocasião da última rodada de negociação com o comando nacional, a Fenaban (Federação Nacional de Bancos) informou que a proposta visava compensar “perdas decorrentes da inflação passada, sem contaminar os índices futuros, o que iria contra os esforços do governo para reequilibrar os fundamentos macroeconômicos”.
O presidente da Contraf-CUT, Roberto Von der Osten, atribui a ampla adesão dos bancários ao movimento  à falta de sensibilidade dos banqueiros, que mudaram a fórmula do reajuste que vem sendo colocada em prática nos últimos anos, que é de reposição integral da inflação mais ganho real. “Insistem no erro, em uma proposta que trará arrocho aos salários e benefícios, isso os bancários não aceitam, por isso a mobilização cresce. E só cessará diante da apresentação de uma proposta que respeite a categoria, que contribui cotidianamente com seu trabalho para os excelentes resultados que os bancos vêm apresentando”, destaca.
Nos 23 municípios que compõem as agências da região, segundo informações do diretor de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Santa Cruz do Sul e região, Cândido Machado, as 30 agências permanecem fechadas, entretanto, apenas as agências do Banrisul seguem funcionando normalmente, e também, a agência do Banco do Brasil localizada na Afubra. Portanto, para pagamentos de contas via Banco do Brasil, o usuário pode-se dirigir à Afubra, sendo que as demais agências do banco localizadas no Centro e Arroio Grande seguem em estado de greve.