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Oficina de Apoio às Famílias será na próxima terça-feira

Dra. Andjanete L. Mess Hashimoto ministrará o Curso de Apoio às Famílias na próxima terça-feira, 25

Sara Rohde
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Sensibilizar os pais que passam por dissoluções conjugais como separação, divórcio e términos de união estável, de uma forma amigável, com foco nos filhos. Este é o objetivo da Oficina de Apoio às Famílias que ocorrerá no dia 25 de junho, às 18 horas, na qual o ingresso são dois quilos de alimentos não perecíveis, que posteriormente serão doados a instituição da comunidade santa-cruzense, e será instruída pela advogada especialista na área familiar Dra. Andjanete L. Mess Hashimoto. A advogada ministrará a oficina numa outra estrutura, já voltada às pessoas da comunidade, que ainda não tenham movido processos e queiram participar dela gratuitamente. 
Em entrevista ao Riovale Jornal, Andjanete explicou um pouco mais sobre a atividade que tem como público alvo pessoas que, por decidirem romper com o vínculo conjugal, queiram adquirir conhecimentos para melhor lidar com essas questões familiares, pessoas já separadas, mas que queiram melhorar a comunicação com ex-parceiros (as) e auxiliar seus filhos durante estes novos ciclos familiares. Esta modalidade de oficina é inédita no Vale do Rio Pardo e terá edições mensais.

Riovale Jornal – Qual objetivo da oficina? Fale um pouco sobre:
Dra. Andjanete:
O objetivo da Oficina, como já ocorre em outros Países onde ela é ofertada extraprocessualmente, é permitir a qualquer pessoa ter acesso a ela,  é sensibilizar os pais que passam por dissoluções conjugais (separações, divórcios, dissoluções de uniões estáveis) a resolverem seus conflitos familiares de forma mais pacífica e com foco nos filhos. Elas consistem em auxiliar extraprocessualmente (sem ter movido processo judicial) pais que estejam passando por esses novos ciclos familiares que exigem decisões como  guarda dos filhos, visitas, alimentos, a tomarem decisões conscientes com informações importantes para transitarem por esses novos arranjos familiares e com  técnicas de comunicação entre os ex-parceiros, no intuito de suavizarem possíveis impactos negativos nos filhos, decorrentes dessas fases naturais do divórcio. Ela também auxilia na reorganização da família com foco numa coparentalidade saudável junto aos filhos e que estes possam viver em ambientes tranquilos e virem a se tornar emocionalmente saudáveis.  
Os pais quando em conflitos familiares, de certa forma, estão com suas identidades abaladas, e o objetivo do instrutor é ajudá-los a terem um ‘novo olhar’ para seus conflitos, com a finalidade de restabelecer a comunicação, auxiliando-os no sentido de que possam desfocar do conflito entre os ex-parceiros e focarem nos filhos, que infelizmente podem vir a sofrer com o conflito intenso dos pais e passar a ter uma visão prospectiva e positiva com possibilidade de mudança a instigar novos arranjos para a reorganização da família.
Esta oficina sendo feita extraprocessualmente permite já uma reflexão antes mesmo das pessoas decidirem por colocar fim a uma união conjugal, pois ela dá uma diretriz quanto a várias questões atinentes ao ciclo da separação e do divórcio e dá um panorama de outros métodos legalizados de resolução de conflitos como é o caso da Mediação Familiar, Círculos de (re)construção de vínculos familiares, entre outros. 

RV – Qual sua preparação para poder fazer esta oficina? Quais cursos você fez para ministrar a oficina?
Dra. Andjanete:
Curso de Instrutor em Oficinas de Divórcio e Parentalidade pelo TJ/RS com cadastramento e certificação pelo Conselho Nacional de Justiça, Curso de Instrutor em Oficinas das Famílias com certificação pelo Nudefam da Defensoria Pública do Estado do RS, Curso de Mediadora Familiar pelo TJ/RS, Curso de Mediador Familiar pelo Instituto de Mediação e Arbitragem de Portugal (IMAP), Curso de CNV (Comunicação Não Violenta) com Dominic Barter e Edite Faganello e muito da própria prática em Oficinas, como Mediadora Judicial e Privada desde 2015 que culminou na coautoria do livro ‘Mediação em Perspectiva’ do Núcleo de Estudos em Mediação pela Ajuris, com o capítulo que se refere a estas oficinas de pais e também com a prática na advocacia familiar que é área onde atualmente atuo e na Co coordenação do Grupo de Trabalho em Mediação Familiar do Núcleo de Mediação Familiar na Escola da Magistratura em Porto Alegre.

RV – Como funciona a oficina? Como é a dinâmica estabelecida com as famílias? Várias famílias participam da mesma oficina? Ou a atividade é feita individualmente? 
Dra. Andjanete:
A dinâmica consiste em explanação que varia de 1h30min até 3 horas dependendo da quantidade de temáticas que irão ser abordadas. Haverá apresentação de vídeos, palestras, períodos para questionamentos. As famílias podem comparecer conjuntamente e se encontrar com uma boa comunicação nessas fases da dissolução conjugal, no intuito de juntos terem acesso a informações importantes para estas fases ou comparecerem separadamente e estarem indicando a mesma para o ex-parceiro.

RV – Quais resultados são verificados na oficina, levando em consideração também experiências em outras cidades e países?
Dra. Andjanete:
Os resultados dessas oficinas consistem numa melhora significativa entre os ex-parceiros, ou até mesmo um norte para casais que estejam pensando em se separar ou com algum outro problema familiar. Auxiliam na compreensão e no auxílio nesses momentos de rupturas conjugais e de uma forma pedagógica, auxilia os pais a lidarem com essas problemáticas num primeiro momento entre eles, e então depois com um olhar atento aos filhos, vindo a minimizar os sofrimentos deles. Sofrimentos esses que muitas vezes vêm de práticas consideradas erradas dos pais frete a essas problemáticas.

Demais informações podem ser adquiridas com Dra. Andjanete pelo telefone (51) 9 98436219.