Conforme o Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade de Santa Cruz do Sul a variação do custo da Cesta Básica Nacional em Santa Cruz do Sul foi de 2,698% no período de 3 de dezembro de 2019 a 4 de janeiro de 2020, passando de R$ 411,60 para R$ 422,71, superando o custo verificado em junho último (R$ 412,16) que havia sido o maior custo da série histórica da Cesta Básica. Dos 13 produtos pesquisados, seis apresentaram redução e sete elevação de preço. Com este aumento de R$ 11,10, a Cesta Básica apresenta uma elevação de 16,747% em 2019, no comparativo com o início de janeiro do ano passado.
As maiores contribuições para esta elevação do custo da Cesta Básica Nacional foram do Tomate (contribuição de 1,788%), da Banana (contribuição de 0,919%) e do Pão Francês (contribuição de 0,559%). Os produtos que contribuíram para segurar esta elevação do custo da Cesta Básica foram a Batata Inglesa (contribuição de – 0,44%) e o Feijão Preto (contribuição de – 0,30%).
Com este custo para a Cesta Nacional, um trabalhador de Santa Cruz do Sul que recebe no início deste mês o Salário Mínimo, precisaria ter trabalhado 93,183 horas para adquirir o conjunto de 13 produtos.
A partir dos gastos com alimentação é possível estimar o Salário Mínimo necessário para o atendimento das necessidades básicas do trabalhador e de sua família. Seguindo a mesma metodologia utilizada pelo DIEESE, o valor do Salário Mínimo em Santa Cruz do Sul para o mês de dezembro de 2019, pago no início do mês de janeiro de 2020, deveria ter sido de R$ 3.524,55 para uma família composta por dois adultos e duas crianças.
A Cesta Básica Nacional relaciona um conjunto de alimentos que seria suficiente para o sustento e bem-estar de um trabalhador adulto ao longo de um mês, tomando como base o Decreto Lei nº. 399, de 30 de abril de 1938, que regulamenta a Lei nº. 185 de 14 de janeiro de 1936 – da instituição do Salário Mínimo no Brasil. Este Decreto estabelece que o salário mínimo é a remuneração devida ao trabalhador adulto, sem distinção de sexo, por dia normal de serviço, capaz de satisfazer, em determinada época e região do país, às suas necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte.














