Pa. Anelise Lengler Abentroth
Alguém disse: “Os tempos são outros…As mulheres já conquistaram seus direitos… Não é mais preciso falar sobre isto.” Será???
“Ainda há mulheres no mundo…
Ainda há mulheres esquecidas que choram sozinhas a ausência de laços de amor e de respeito.
Ainda há mulheres excluídas que, sabendo que há leis e direitos não buscam a nenhum, porque somente são mulheres.
Ainda há mulheres que não sabem que são dignas de serem incluídas num mundo de justiça e liberdade.
Ainda há mulheres maltratadas, negadas e separadas de seus filhos que se resignam à saudade e à dor.
Ainda há mulheres escondidas que não tem liberdade de congregar-se e, em secreto, adoram a Jesus.
Ainda há mulheres no mundo que creem e tem esperança de conseguir, para todas, dignidade.
Ainda há mulheres no mundo que anunciam um tempo venturoso, para todas, em Cristo.”
(Salwa Azzam)
Em pleno século XXI, ainda a Bíblia é usada para justificar e legitimar a submissão da mulher ao homem. Textos bíblicos são tirados de seu contexto histórico e se transformam em manuais para reforçar a imagem de uma boa mulher, tal como: “Os dez mandamentos da esposa sábia”, escrito por um pastor que não se identifica na web: 1. Ser sempre zelosa(Pv31.27);2. Estar sempre pronta para receber o esposo(Pv18.22);3. Dar honra ao esposo(Ec1.20;Pv31.23);4. Ser sempre econômica(Pv14.1);5. Sempre mostrar um sorriso confiante(Pv 31.11);6. Sempre conhecer o orçamento do esposo(Pv31.27);7. Sempre revelar ao marido os fatos do dia(1Tm 3.11);8. Na ausência do marido, não assumir nenhum compromisso(Pv 31.11s);9. Na medida do possível, fazer a refeição que o esposo gosta(Gn 27.4);10. Sempre compreender o seu esposo, ainda que ele tenha algumas falhas(Pv 31.28s). Diante disto, é claro, muitos atritos e dificuldades seriam evitados, mas às custas de quem? Das mulheres que deveriam continuar se submetendo à vontade e ao poder dos homens!
Onde estão os textos que mostram que Deus agiu na história para libertar mulheres e homens das situações de violência e opressão? No caso da mulher adúltera (Jo 8.1s) e da jovem adivinhadora explorada pelos patrões (At 16.16s)? E os textos que narram a liderança exercida por mulheres, tais como as parteiras no Egito (Ex 1.15s), Zípora (Ex 4.24s), a profetisa Débora (Jz 5)? Sem esquecer de Lídia, aquela que abriu a sua casa para que o Evangelho chegasse em solo europeu (At 16).
Creio que é necessário falar e muito sobre isto com vistas a contribuir para a superação da violência tão presente em nossa sociedade, e em muitos relacionamentos. Os discursos das igrejas não podem legitimar o poder de uns sobre os outros, pois isto é colocar a cultura humana sobre o Reino pregado por Jesus. É preciso reconhecer que toda a violência é um atentado contra a dignidade humana e insulta a Deus, pois a Ruah nos fez (mulheres e homens) a Sua imagem e semelhança.
Cabe a nós, pessoas cristãs, orar pela superação de toda a forma de violência, mas não só! A oração e a ação andam de mãos dadas, como no exemplo da viúva que tanto insistiu com o juiz (Lc 18.1s). Mesmo que a sociedade insista e nos colocar como “o vaso de flor que perfuma e embeleza a casa”, com a ditadura da estética, com jantares românticos, rosas e presentes, o Dia da Mulher precisa ser de reflexão e de “fala+ação”, pois ainda há mulheres no mundo (que são muitas!) alienadas do seu direito de ser e de fazer o que lhe faz feliz!
“Para a liberdade que Cristo nos libertou! Ficai, pois, firmes e não vos curveis de novo sob o jugo da escravidão” (Gl 5.1)
Cultos e Celebrações:
Dia 8, sexta: Culto Ap.Pedro, às 19h30
Dia 10, domingo: Culto Ap.Paulo, às 9h, com assembleia e almoço.
Culto M. Luther, às 9h, com assembleia.
Culto no Centro, às 9h30, com Batismos
Ensino Confirmatório:
Paróquia Ev. Santa Cruz, Bom Pastor e Castelo Forte: na terça e quarta (conforme o Mensageiro)
Paróquia Centro: na quinta, dia !4, às 19h, Reunião com pais, mães e confirmandos do 1º e 2º ano.














