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A Sbórnia voltou a Santa Cruz!

Cristiano Silva
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Rolf Steinhaus

Recursos cênicos foram garantidos pela ficção construída em torno
dos personagens, maestro Plestkaya e o violinista Kraunus Sang

E mais uma vez a Sbórnia encantou. O espetáculo Tangos e Tragédias – com os irreverentes Maestro Plestkaya (Nico Nicolaiewsky) e o violinista Kraunus Sang (Hique Gomez) – de novo, fez os santa-cruzenses aplaudirem de pé, em um Auditório Central da Unisc completamente lotado. Em uma entrevista, pré espetáculo, muito divertida, os artistas Nico Nicolaiewsky e Hique Gomez frisaram que quem seria entrevistado seriam os seus personagens Maestro Plestkaya e Kraunus Sang, respectivamente. Conversando então com os personagens sbornianos, ao serem perguntados se no seu país de origem, a Sbórnia, teria uma festa como a Oktoberfest em Santa Cruz, Kraunus revelou que há, mesmo com o trauma do seu colega: “Plestkaya não vai nas festas por que teve um trauma muito grande, mas o Dia da Capunga é o dia mais festejado de nossa querida Sbórnia. Foi o dia que a Sbórnia se desgrudou do continente. Esse dia o pessoal comemora loucamente”, revelou o violinista. Ainda sobre Santa Cruz, Plestkaya revelou que adora as cucas da cidade, e sobre o adiamento do espetáculo  – que seria realizado no último dia 11 de julho –, Kraunus Sang revelou que teve um “ataque” de saúde e pediu desculpas por não poder comparecer na data marcada anteriormente. Ao ser questionando se o “ataque” viria da Sbórnia, o violinista revelou que era um “vírus bastante contagioso”, que ele pegou de um amigo, passou para outro amigo, e este foi passando e foi seguindo, mas que já estava recuperado para fazer um belo espetáculo. E fez.

Rolf Steinhaus

Espetáculo reuniu músicas do folclore sborniano,
canções brasileiras e sucessos da música internacional

ESPETÁCULO

Os dois artistas, que aparentemente representam pouco em um grande palco como o do Auditório Central da Unisc, acabaram preenchendo o ambiente de uma forma única, mantendo a perfeita simetria na interação com a plateia. O espetáculo iniciou com o Maestro Plestkaya dizendo que o show era em homenagem “aos artistas santa-cruzenses” e logo de início já executaram uma música. Os recursos cênicos são garantidos pela ficção construída em torno dos dois personagens, que vindos de um país imaginário chamado Sbórnia (Sbórnia do Sul, para ser mais exato), executaram, ao longo de uma hora e meia de espetáculo, músicas do folclore sborniano, canções brasileiras e sucessos da música internacional. O espetáculo é interativo e se torna universal, pelo seu despojamento e por tratar com humor os grandes temas da vida, como o amor impossível, a dor-de-cotovelo e outras tragédias do ser humano. O show, que através do seu maestro tocando acordeom, contando histórias trágicas cheio de amores frustrados e desilusões, acompanhado do violinista errante, reverencial e humilde com imensa paixão pela música, teve os ingredientes perfeitos de uma ótima noite, que o público santa-cruzense aplaudiu de pé.
Quem perdeu esta noite incrível, pode ficar tranquilo. Dada a aprovação do público, certamente não será a última vez deles por aqui. Ficaremos aguardando novos espetáculos, para aprendermos mais sobre o folclore sborniano e suas peculiaridades, aqui na terra da Oktoberfest.

Rolf Steinhaus

Público lotou o Auditório Central da Unisc para acompanhar o espetáculo Tangos e Tragédias