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Cadeia produtiva | Amprotabaco amplia articulação política e reforça mobilização

Assembleia reúne prefeitos, vereadores, lideranças dos produtores, trabalhadores e parlamentares em defesa do tabaco no Sul do Brasil

Evento consolidou a estratégia da Amprotabaco de ampliar a participação política dos municípios
Fotos: Rodrigo Nascimento/Nascimento Mkt

A ampliação da articulação institucional e política dos municípios produtores de tabaco esteve no centro da assembleia geral da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), realizada nesta terça-feira, 1º, em Brasília. O encontro reuniu prefeitos, vereadores, representantes dos produtores, trabalhadores e parlamentares dos três estados do Sul para discutir estratégias de fortalecimento da representação política da cadeia produtiva, em um cenário marcado por desafios econômicos, climáticos e regulatórios.

Durante a assembleia, o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, destacou que a entidade representa atualmente 528 municípios produtores distribuídos entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Entre as medidas aprovadas, está a ampliação da participação das câmaras municipais na estrutura de mobilização da entidade, com o objetivo de fortalecer a adesão dos municípios e ampliar a defesa institucional da atividade. Como parte desta estratégia, a Amprotabaco encaminhará aos municípios produtores a proposta de lei apresentada pelo vereador Emerson Woicoechowski, de Itaiópolis, em Santa Catarina. A iniciativa autoriza o Poder Legislativo municipal a integrar formalmente a Amprotabaco, permitindo que as câmaras de vereadores também passem a participar da entidade e contribuam com a mobilização política em defesa da cadeia produtiva do tabaco.

A situação econômica enfrentada pelos produtores também pautou os debates. Presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Cadeia Produtiva do Tabaco da Câmara de Vereadores de Canguçu, Mauro Silveira apresentou levantamento que aponta uma redução de aproximadamente R$ 100 milhões na renda dos produtores do município na atual safra. Segundo ele, em uma economia fortemente dependente da agricultura, os efeitos da retração já são percebidos em diversos setores. “Quando falamos em uma redução desta magnitude em um município que vive essencialmente da agricultura, estamos falando de impactos que atingem toda a economia local e a própria capacidade de desenvolvimento da comunidade”, afirmou.

Representando a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Eugênio Zanetti reforçou a preocupação do setor com o avanço de medidas restritivas à produção agrícola. Segundo ele, além das dificuldades impostas pelas condições climáticas e pelas oscilações do comércio internacional, os produtores enfrentam um ambiente regulatório cada vez mais desafiador. “É um absurdo que um produto agrícola possa sofrer proibições dessa natureza. Precisamos conviver com um cenário já extremamente complexo, influenciado pelo mercado internacional e pelas condições climáticas, e ainda enfrentar discussões que colocam em risco a atividade produtiva”, destacou.

A assembleia contou ainda com a participação dos deputados federais Marcelo Moraes, Afonso Hamm e Heitor Schuch, além do deputado estadual Elton Weber, que reafirmaram apoio às pautas defendidas pelos municípios produtores e às ações de fortalecimento institucional da cadeia produtiva. O encontro reuniu ainda prefeitos, vereadores e lideranças regionais dos três estados do Sul, consolidando a estratégia da Amprotabaco de ampliar a participação política dos municípios na defesa de uma atividade que segue sendo uma das principais geradoras de emprego, renda e desenvolvimento no meio rural brasileiro.